Acontece nas Usinas – Edição 73 de Maio/Junho de 2002
Union SDA e Cosan reafirmam compromisso
Rubens Ometto: FBA deve chegar às 5 milhões de toneladas
O Grupo Cosan, a Union SDA e a tradding Sucres Denrées reuniram a imprensa para reafirmar o compromisso de manter a aliança Franco Brasileira S/A de Açúcar e Álcool - FBA - que detém três usinas no Estado de São Paulo: Ipauçu (Usina Ipaussu), Valparaiso (Usina Univalem) e Andradina (Usina Gasa). Na ocasião, o presidente da Union SDA, Philippe Duval, e o presidente do Grupo Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, divulgaram os resultados da FBA no Brasil e as perspectivas desse mercado no Brasil e no mundo.

“Existe uma diretriz na Europa para se colocar 5% de etanol para oxigenar a gasolina”, disse Duval destacando a produção de apenas 200 mil litros desse combustível naquele continente. Isto significa que, se tudo ocorrer bem, em médio prazo, o Brasil poderá intensificar sua exportação de etanol. Entretanto, não devemos nos esquecer que o fato do Brasil ter uma grande produção de etanol e uma grande vontade do mundo em querer o produto não resulta necessariamente em produto vendido.
Duval: aposta no Brasil
É preciso lembrar que nos outros países, a corrida pelo etanol também já começou e, embora o Brasil possua o menor custo de produção, é difícil imaginar um mundo saindo da denpendência do petróleo do Oriente Médio para entrar na dependência do etanol do Brasil. Os Estados Unidos já produzem, hoje, 6 milhões de litros de etanol, fora outras 12 unidades que estão para ser inauguradas.

Além do potencial de exportação, segundo Duval, o Brasil foi escolhido pela SDA devido à grande demanda interna e a reunião de empresas altamente competitivas. Aliado a esses fatores, Duval destaca o potencial de geração de energia elétrica das usinas brasileiras. Esse é um outro ponto onde é necessário tomar cuidado. “Quem investiu em energia no passado perdeu dinheiro”, pontua Rubens Ometto.
Vale do Rosário espera aval da ONU para vender créditos
A Companhia Açucareira do Vale do Rosário se tornou a primeira usina brasileira a ser certificada com uma pré-validação para comercializar créditos de carbonos. A Usina, com isso, deu um importante passo para entrar neste mercado, que só se concretizará caso o Protocolo de Kyoto - que procura reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera -, for ratificado pela maioria dos países que vão se reunir, em setembro, na África do Sul.
Unica quer antecipar a safra 2002/2003
A Unica prevê a moagem de 272 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para a safra 2002/2003, que corresponde a 28 milhões a mais do que no ano passado. Isto representa um aumento de 11, 47%, e se refere a produção da cana plantada nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Bancos e usinas estreitam laços
As mudanças que o setor sucroalcooleiro promoveu para se profissionalizar, aumentar a produção, reduzir custos e as dívidas, serviram para que as usinas ganhasem mais credibilidade junto aos bancos. O volume disponível, atualmente, está estimado - segundo alguns bancos -, em cerca de R$ 500 milhões com prazo de pagamentos de três a cinco anos.
Usina Barra e Santa Adélia querem
vender energia
Algumas usinas do setor sucroalcooleiro estão interessadas em co-gerar energia, para evitar gastos com a aquisição de eletricidade das concessionárias e para vender o excedente no mercado. Além de pensar nos investimentos que terão que fazer para aumentar a capacidade de geração de energia, as usinas terão que se preocupar, também, na adoção de um sistema eficiente de produção de vapor.
Cerradinho coloca excedente na rede
A Usina Cerradinho (Catanduva/SP) está colocando no mercado seus 29 MW de execedente de energia. Capacitada para moer, em 2002, o equivalente a 2,3 milhões de toneladas de cana, a Usina Cerradinho contratou a Alstom para fornecimento, em regime turn-key, a subestação elevadora digitalizada de 13,8/138 kV - 1 x 20/25 MVA.
Sertãozinho anuncia números
As Usinas de Sertãozinho contribuirão com 4,09% na produção de cana-de-açucar e derivados, para a safra 2002/2003. O valor teve como base o montante produzido no ano passado que foi de 244 milhões de toneladas.
Pilon emprega sistema de ERP
A J. Pilon S/A - Açúcar e Álcool integrou seus sistemas internos de informática, eliminando tarefas repetitivas e ganhando maior controle da produção e gestão financeira. É que a empresa implantou o conhecido sistema de ERP - Enterprise Resource Planning - que roda em banco de dados Oracle. Vale lembrar que no mercado existe ERP para tudo quanto é gosto, necessidade e bolso, desde sistemas mais sofisticados até os mais simples.
Metade das usinas cubanas serão fechadas
Autoridades de Havana anunciaram ao mercado o fechamento de metade das usinas de açúcar cubanas. O motivo: produção estagnada e baixos preços mundiais do produto. A medida, que está sendo empregada ao longo do ano, atinge 71 empresas estatais.
Usina São Manoel adota software Saturno
A Usina São Manoel - de Bauru/ SP - adotou o Software Saturno, desenvolvido pela Alliance, como seu sistema de Controle de Gestão Administrativo e Financeiro. Segundo o gerente Administrativo e Financeiro da usina, Sergio Nicoletti, antes da implantação do sistema “a administração da Usina era uma grande geradora de informações não-confiáveis, imprecisas e pouco eficazes para o controle da empresa, ocasionando desconfianças e muitos questionamentos”, diz.
Sabarálcool extrai água de matéria prima
A Sabarálcool deixa de captar água fluvial para extraí-la da própria cana-de-açúcar. Com esta atitude a usina vem deixando de consumir – há pelo menos 10 anos - cerca de 156 mil litros de águas fluviais por hora. De acordo com o coordenador Industrial, Giovani Crispim, grande quantidade de água é extraída a partir da ebulição do caldo de cana durante o processo de concentração para obtenção do açúcar. Depois de ser utilizada no sistema de embebição e resfriada, ela segue para a lavagem da própria matéria prima e por fim é destinada à ferti-irrigação, no campo. “O processo de condensação nos permite minimizar o consumo de água do rio”, diz Crispim.
Curtas
Produtores da Região Centro-Sul mais uma vez planejam exportar álcool diante dos bons rendimentos dos canaviais. Estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso possuem planos nesse sentido.

O setor sucroalcooleiro passa a contar com mais uma unidade industrial. Trata-se da Usina Campo Florido, do Grupo Tércio Wanderly, que vai produzir açúcar cristal, álcool anidro e subprodutos como levedura, bagaço hidrofilizado, torta de filtro e vinhaça.

Segundo Maurílio Biagi Filho, diretor-presidente da Cia. Energética Santa Elisa, cerca de 30% da cana da temporada 2002/2003 já está cortada. O volume representa o dobro do volume colhido no mesmo período de 2001.

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Na Edição Impressa
Nº 73 – Mai/Jun de 2002

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